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Inflação no mercado de trabalho: como o RH pode lidar com isso?

Você conhece os efeitos da inflação no mercado de trabalho? Entende quais os impactos ela traz para sua empresa? Descubra isso e mais, no artigo! 

Em 2023, o Brasil registrou um recuo na taxa de desemprego, ficando em 7,5%, o número mais baixo contabilizado desde 2014, quando o indicador estava em 6,6%. No entanto, a evolução das contratações ainda é vista com cautela pelo Banco Central (BC) devido aos impactos da inflação no mercado de trabalho. 

Para 2024, um crescimento mais baixo nas atividades econômicas está previsto, uma vez que o valor do salário real desacelera, não aumentando de modo significativo comparado à inflação. Diante deste cenário, como lidar com a inflação no mercado de trabalho? Separamos algumas dicas que podem ajudar, confira! 

O que é a inflação? 

É um termo utilizado para descrever o aumento contínuo dos valores de bens e serviços na economia. Na prática, a taxa de inflação é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado para mensurar a variação dos custos da cesta de produtos e serviços consumidos pela população. 

O IPCA é o principal indicador utilizado para medir o nível de inflação no país. Ele é calculado a partir do levantamento mensal do IBGE em 13 áreas urbanas, com base no conjunto de 430 mil preços em 30 mil locais, sendo realizado com famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.  

Para compor esta cesta de produtos e serviços, o Instituto usa como base a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), verificando o que a população consome – o peso de cada, produtos e serviços utilizados. 

Entre as categorias estão: 

  • Alimentação e bebidas; 
  • Vestuário; 
  • Educação; 
  • Saúde e cuidados pessoais; 
  • Transporte; 
  • Habitação; 
  • Entre outros. 

Os valores são coletados entre o dia 1º e 30 do mês de referência. Com estes dados em mãos, o IBGE, então, usa um modelo estatístico para comparar com o mês anterior, chegando ao valor único que representa a variação geral dos preços para as famílias consumidoras.  

A partir disso, é possível compreender se houve um aumento ou redução nos produtos e serviços consumidos. Com base nesses dados, o Governo Federal consegue acompanhar e controlar o impacto da inflação na economia. 

Como a inflação afeta o mercado de trabalho? 

A inflação tem um impacto direto sobre o poder de compra do consumidor, uma vez que ela influência nos preços dos produtos e serviços. Ou seja, quando ela está em alta, a tendência é diminuir os gastos, o que por sua vez afeta negativamente setores como lazer e varejo. 

Além disso, a inflação dita o modo de produção das atividades econômicas. Isso porque ela pode ter um impacto significativo nos custos de produção, matérias-primas e salários, o que tende a resultar em um aumento nos custos de produção ou na transferência dos custos para o produto final. Por fim, isto implica em baixa procura de determinados produtos e/ou serviços considerados como “gastos supérfluos”.  

Em tese, isso pode afetar os resultados da empresa, através da diminuição e/ou congelamento dos investimentos e vendas impactando no lucro da empresa, havendo a necessidade de reduzir custos de pessoal (como folha de pagamento e benefícios), e, até mesmo a realização de lay-offs. Entretanto, quando a inflação está controlada, o cenário é outro, com impactos positivos, como o aumento do poder de compra e maiores investimentos, entre outros.  

Inflação no mercado de trabalho: como lidar? 

Apesar das mudanças, que caminham para um cenário positivo e para a estabilização da inflação, o setor de Recursos Humanos precisa estar preparado estrategicamente, para evitar surpresas no futuro. Separamos algumas dicas que podem auxiliar. Confira! 

  1. Identifique e mitigue os riscos da inflação para a empresa

Estamos caminhando para a estabilização da inflação. Segundo a projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o IPCA deve fechar o ano em torno de 3,86%, quase a metade se comparada com 2022, quando atingiu 6,4%. Entretanto, mesmo em um cenário positivo, é essencial entender os efeitos provocados pela alta da inflação. 

Nesse sentido, é importante identificar os riscos e elaborar um plano para mitigá-los. Vale lembrar: esta é uma responsabilidade que abrange todos os setores, uma vez que a inflação atinge toda a empresa. Portanto, o ideal é que colaboradores das mais diversas áreas se envolvam na gestão. 

Uma vez elaborado, o plano para gerir a inflação precisa ser revisado periodicamente, para garantir que a evolução dele esteja de acordo com o cenário atual.  

  1. Faça um planejamento salarial

Além do IPCA, outro indicador que mede a inflação no país é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que entrevista apenas famílias com até cinco salários mínimos. Na prática, os dois índices são usados como base para mensurar a inflação, bem como para decidir o aumento do salário mínimo estipulado pelo governo. 

Previsto pelo art. 611 da CLT, o reajuste salarial é obrigatório e tem como objetivo garantir que os trabalhadores sejam remunerados corretamente e não tenham prejuízos. Portanto, para manter o compliance e não ter problemas posteriores com as leis trabalhistas é importante fazer a gestão estratégica de remuneração dos colaboradores.  

Para calcular o reajuste é preciso ter acesso aos cargos e salários dos colaboradores e saber a porcentagem do reajuste. Digamos que o aumento é de 5%, nesse caso se utiliza: 

Valor do reajuste = R$ 2.000,00 x 5% = 100 

Logo, o aumento é de 100 reais. 

Com uma boa gestão de remuneração, o RH evita surpresas na folha de pagamento, e proporciona uma compensação justa aos colaboradores. Via de regra, os reajustes são definidos no mês de maio, mas é preciso ficar atento ao mês estipulado junto ao sindicato de cada categoria. A data-base é sempre no dia 1º do mês definido. Caso a correção não tenha sido feita no prazo, o RH precisa calcular o ajuste retroativo, considerando os meses em atraso. 

3. Pesquisa Salarial e Atualização da tabela salarial

Em conjunto com o planejamento salarial, é importante também fazer a pesquisa salarial, um passo fundamental para organizações e profissionais que buscam compreender a faixa salarial vigente em determinado setor ou região além de manter a tabela salarial atualizada. Essas são práticas importantes para manter a sustentabilidade da empresa com custos e competitividade alinhados ao mercado.  

A pesquisa salarial consiste na coleta, análise e interpretação de dados salariais para entender a remuneração média de diferentes cargos e níveis hierárquicos, com o objetivo principal de garantir que os salários oferecidos pela empresa estejam alinhados com o mercado, auxiliando na atração e retenção de talentos, além de promover a igualdade salarial

Para realizar uma pesquisa salarial eficiente, é necessário seguir alguns passos: Inicialmente, identificar os cargos e as funções relevantes para a organização. Em seguida, coletar dados de fontes confiáveis, e neste quesito a contratação de uma consultoria especializada torna o processo mais eficiente, por conta da confidencialidade das informações, análises estatísticas e proximidade com as tendencias de mercado. 

Já a elaboração de uma tabela salarial compatível com o mercado envolve a categorização dos cargos, considerando fatores como experiência, formação acadêmica e responsabilidades. Manter essa tabela sempre atualizada é crucial, já que o mercado está em constante evolução. 

As revisões periódicas, o acompanhamento de tendências e ajustes conforme as mudanças econômicas são essenciais para garantir a competitividade e a justiça salarial dentro da empresa. 

  1. Realize a gestão dos benefícios dos colaboradores

Além de remunerações justas e atrativas, os benefícios corporativos contribuem para o bem-estar dos colaboradores. Eles são também um excelente atrativo e auxiliam na atração e retenção de talentos, pois demonstra a preocupação da empresa com o trabalhador e sua qualidade de vida.  

Entretanto, é preciso entender o momento econômico atual e verificar os impactos que eles podem ter no financeiro da empresa. Isso não significa que eles devem ser cortados. Pelo contrário, isso pode ser um “tiro no pé”, uma vez que contribuem para o employee experience positivo. Por isso, é essencial compreender os efeitos da inflação nesses benefícios corporativos.  

Segundo um levantamento da Sodexo, divulgado pelo G1, o vale-refeição durava apenas 11 dias, em média, no ano passado. Se tomarmos uma jornada de trabalho de 22 dias, como é na maioria das empresas, o trabalhador precisa pagar metade da alimentação por conta própria. 

Portanto, para frear uma possível frustração e contornar os impactos da inflação, a equipe de RH deve avaliar regularmente o pacote de benefícios – e não somente o vale-alimentação. Assim, é possível garantir que os benefícios entregues aos colaboradores correspondem às expectativas e não estão defasados. Além disso, com esse planejamento em mãos, os profissionais do setor podem apresentar ao financeiro os gastos pretendidos. 

  1. Conte com o apoio de soluções tecnológicas

O RH tem uma série de demandas diárias. Por isso, o apoio da tecnologia pode fazer muita diferença, incluindo a gestão da remuneração e dos benefícios. Com a Plataforma Senior HCM, o trabalho é otimizado e se torna mais dinâmico, de modo que o setor reduz de forma drástica erros, digitalizando processos e garantindo o compliance com a legislação trabalhista. Com a solução de Remuneração, o time ganha mais autonomia e agilidade, aumentando a eficiência da gestão das políticas salariais. 

Entre os diferenciais, podemos destacar: 

  • Praticidade da gestão de propostas; 
  • Facilidade na tomada de decisões, com dashboards e analytics;  
  • Agilidade no gerenciamento das tabelas salariais; 
  • Automatização dos processos de solicitação, aprovação, validação e efetivação de propostas;  
  • Carta de reconhecimento customizável para casos de promoção;  

Os benefícios da Plataforma Senior HCM são inúmeros. Para saber mais entre em contato e solicite uma proposta!

Fonte: Senior

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