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Indústria 5.0 – Evolução, principais características e como implementar

A Indústria 5.0 representa a humanização de ambientes industriais e corporativos que, desde a ascensão da Indústria 4.0, tornaram-se cada vez mais automatizados. Conheça sua evolução, características e como implementar.

A Indústria 5.0 representa a humanização de ambientes industriais e corporativos que, desde a implementação da Indústria 4.0, tornaram-se cada vez mais automatizados. Ela é considerada uma nova revolução no setor, buscando a harmonização dos avanços tecnológicos com as habilidades, os conhecimentos e a criatividade dos seres humanos.

Nesse modelo de trabalho colaborativo, as organizações podem aprimorar significativamente a eficiência, a resiliência e a sustentabilidade de seus processos.

Para uma compreensão mais aprofundada desse conceito, de seu desenvolvimento global e dos benefícios que pode proporcionar às empresas, preparamos este artigo sucinto que detalhará o seu parâmetro de evolução, principais características e como implementá-lo. Boa leitura.

Panorama da Indústria 5.0: entenda a sua evolução

A Revolução Industrial teve início por volta de 1760, na Inglaterra, introduzindo novos métodos de produção notáveis, incluindo a transição da manufatura para a maquinofatura.

Desde então, ocorreram inúmeras transformações nos processos de produção. Assim, o tópico em destaque no mercado atual é a Quinta Revolução Industrial, conhecida como “Indústria 5.0”. Para acompanhar todo o parâmetro dessa evolução, confira os tópicos abaixo.

Indústria 1.0

Como comentado, a Primeira Revolução Industrial teve seu início no século XVIII, sendo marcada pela adoção da energia a vapor e pela mecanização da produção. Comparada à produção manual de fios em rodas de fiar, a versão mecanizada era capaz de gerar oito vezes mais volume no mesmo intervalo de tempo.

Embora essa modalidade já fosse conhecida, seu uso em contextos industriais representou um grande avanço para o aumento da produtividade humana. Isso porque, em vez de depender do trabalho manual em teares, os motores a vapor passaram a ser utilizados como fontes de energia.

Inovações como o navio a vapor ou, aproximadamente um século depois, a locomotiva movida a vapor, desencadearam mudanças significativas, pois permitiram que pessoas e mercadorias se deslocassem por longas distâncias em um curto período.

Indústria 2.0

Segunda Revolução Industrial teve início no século XIX, com a descoberta da eletricidade e a introdução da linha de montagem. Henry Ford (1863-1947) adaptou o conceito de produção em massa a partir de um matadouro em Chicago, onde os porcos eram transportados em esteiras e cada açougueiro realizava uma única tarefa na desmontagem do animal.

Ele também aplicou esses princípios à fabricação de automóveis, promovendo mudanças drásticas no processo. Antes, uma estação de trabalho montava um carro completo. Depois, os veículos eram produzidos em etapas parciais na linha de montagem, resultando em uma produção significativamente mais rápida e com custos mais baixos.

Indústria 3.0

Terceira Revolução Industrial teve início na década de 1970, no século XX, e introduziu a automação parcial por meio do uso de controles e computadores programáveis com memória.

Desde a incorporação dessas tecnologias, tornou-se possível automatizar completamente um processo de produção, sem a necessidade de intervenção humana. Exemplos notáveis incluem robôs que executam sequências programadas sem requerer a assistência de pessoas.

Indústria 4.0

Na era da Quarta Revolução Industrial, percebe-se a aplicação de TI e comunicação na indústria. Essa fase é amplamente conhecida como “Indústria 4.0“. Ela é uma extensão dos avanços da Terceira Revolução Industrial.

Dessa forma, os sistemas de produção, que já incorporam tecnologia de computação para vendas, são aprimorados por meio de uma conectividade em rede e contam com uma representação digital na internet, por assim dizer.

Isso viabiliza a comunicação com outras instalações e a transmissão de informações sobre seu próprio funcionamento.

Portanto, esse avanço representa o próximo estágio da automação na produção. A interconexão de todos esses sistemas culmina em “sistemas de produção ciberfísicos e segurança“, resultando em fábricas inteligentes, nas quais os sistemas de produção, os componentes e as pessoas se comunicam por meio de uma rede, tornando a produção quase autônoma.

Indústria 5.0

Devido à sua ênfase na reintegração das características humanas na produção, a Indústria 5.0 pode ser vista como um desdobramento natural da Indústria 4.0, que ainda mantém sua predominância no cenário empresarial atual.

Nesse sentido, essa “nova era” emerge à medida que setores como Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Inteligência Artificial (IA), drones e robótica continuam a se desenvolver. Quando combinados, esses avanços gradualmente consolidam os Sistemas Ciberfísicos (CPS) e os dispositivos poderosos da Internet das Coisas (IoT).

Confira as principais características da Indústria 5.0

Uma vez implementada, a Indústria 5.0 se distingue pela integração entre seres humanos e Inteligência Artificial, seja ela na forma virtual ou robótica, em um ambiente de coworking colaborativo. Esse ambiente fomenta a cooperação multidisciplinar, reunindo indivíduos de diversas áreas e setores que compartilham um espaço de trabalho comum.

Dessa forma, essa colaboração conjunta tem o potencial de impulsionar tanto a produção industrial quanto a eficiência dos processos.

Vale a pena explorar os possíveis efeitos da Indústria 5.0 nas empresas. Por isso, a seguir, apresentamos os principais pontos a serem considerados.

Maior otimização do trabalho

Por meio da parceria entre seres humanos e máquinas, é possível otimizar os processos. Consequentemente, além de aprimorar as operações e torná-las mais eficazes, é viável reduzir consistentemente os custos e minimizar desperdícios e prejuízos.

Trabalho humanizado

Dentro da Indústria 5.0, é crucial dar prioridade à inteligência humana nos processos de produção. Isso permite que as pessoas demonstrem o valor inestimável que têm, adicionando um aspecto mais humano e pessoal a cada tarefa.

Maior produtividade

Dois outros impactos significativos da Indústria 5.0 nas empresas estão relacionados à produtividade e à qualidade.

Isso se deve à colaboração entre máquinasrobôssistemas e seres humanos, possibilitando o aumento da eficiência e a rapidez nos processos de fabricação, assim como o alcance de um nível superior de qualidade dos produtos e o maior foco na experiência e na satisfação dos clientes.

Automatização

O fato de os seres humanos desempenharem um papel mais proeminente na Indústria 5.0 não significa que as tecnologias têm um papel secundário. Pelo contrário, a automação industrial persistirá e, de fato, será aprimorada, sempre com a perspectiva de uma colaboração harmoniosa com o elemento humano.

Veja o que é necessário para implementar a indústria 5.0

Como você pôde perceber até o momento, a Indústria 5.0 tem o potencial de causar vários impactos nas empresas, nos consumidores e nos funcionários. No entanto, o que é necessário para implementá-la, afinal?

O primeiro aspecto a ser ressaltado é a importância da paciência. Isso se deve ao fato de que essa Quinta Revolução Industrial ainda está em progresso e requer tempo para sua consolidação.

Além disso, é essencial investir em tecnologia. Alguns exemplos incluem a Inteligência Artificial (IA), biotecnologia, computação de borda (edge computing), aprendizado de máquina (machine learning) e robôs colaborativos (cobots).

Na Indústria 5.0, não há razão para temer a substituição das pessoas pela tecnologia. Pelo contrário, os seres humanos ganham destaque, pois suas características são irremovíveis. A proposta é utilizá-la para capacitar ainda mais as pessoas e ampliar seu potencial de criação, inovação e colaboração.

Gostou do tema e já vem implementando na sua empresa essas inovações? Compartilhe sua experiência nos comentários!

Fonte: Senior